:: A HISTÓRIA DO JAZZ ::

Por Jefferson Teixeira.Apresentação: Estamos iniciando esta coluna sobre Jazz, que terá como objetivo deixá-lo informado sobre o que acontece no mundo do Jazz (Brasil, EUA e Europa), não tenho a pretensão de esgotar o assunto; até porque o jazz não se esgota, ele se renova.

Ao Longo desta coluna veremos os mais variados estilos: do chamado Jazz tradicional até Jazz Contemporâneo.

Alguém disse que o Jazz é como uma grande Árvore que abre seus galhos à direita, para cima, para baixo, permitindo todos os estilos e oferecendo todas as possibilidades, cada qual buscando seu próprio caminho. Esta é a riqueza infinita do Jazz: riqueza da criação espontânea e total (Julio Cortázar). Há pessoas que preferem um determinado estilo, outras gostam do “Gênero” Jazz. E há aqueles que defendem o Jazz como música pura; primeiramente o Jazz não é música pura, pois contém elementos da música Européia e Africana.

Nat King Cole TrioDesde o seu nascimento, há um século o “Gênero” vive em permanente estado de ambigüidade, condição que faz dele a matriz de todas as músicas instrumentais improvisadas que florescem em todo o mundo, sobretudo nos últimos 40 anos, já que o Jazz está sempre presente de algum modo, em qualquer música instrumental improvisada.(quando eu digo gênero quero dizer o Jazz em sua totalidade de estilos).

Foto: Nat King Cole Trio, em 1939, composto por: Oscar Moore (Guitarra), Nat King Cole (Piano/Vocal) e Wesley Prince (Baixo).

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De 1890 até 1920 Temos o Jazz como música de entretenimento, ou seja muitas Big Bands; capital do Jazz era New Orleans (hoje considerada o berço da Música Popular Americana por excelência: JAZZ).

De 1920 até 1930 Nova York se torna capital do Jazz, com seus Bares e Teatros; surgem o que predomina nos dias de hoje grupos pequenos, geralmente trios e Quartetos (podendo variar chegando a ter 8 integrantes).

De 1930 até 1940 Aparecimento do Be Bop o Jazz começa a se intelectualizar, passa a Ter status. Os músicos negros norte-americanos começam a ter carros, casas, e passam a casar-se com mulheres brancas. Em 1939 surge a Blue Note Records uma dos mais respeitados (até hoje) selos do Gênero. Destaques: Dizzy Gillespsie; Charlie (Bird) Parker; Miles Davis.

De 1950 até 1960 O Jazz começa a perder terreno para o “famigerado Rock and Roll” isto ocorreu principalmente porque o Jazz era “visto” como algo inacessível para os jovens da chamada classe média americana. Por outro lado, mais precisamente na costa oeste, começa a aparecer uns músicos jovens e brancos que fazem do Jazz algo acessível, pois os músicos não trajavam ternos, eles usavam o que era moda na época: jeans e camiseta. Destaques: Chet Baker, Gerry Mulligan entre Outros. Nascia assim o chamado Cool Jazz. (reza a lenda que a nossa Bossa Nova teve influencia explicita do Cool Jazz).

De 1960 até 1980 Fase de experimentações, músicos começam a misturar Jazz com outros estilos de músicas. Surgem neste período o Free Jazz, Fusion Jazz (ou para nós Brasileiros: Jazz Fusion), o Soul Jazz e o JazzRock.

De 1980 até 1990 o mundo volta seus “Olhos” e “Ouvido” para a Europa; que sempre foi “consumidora” de Jazz elevando-o ao estado de arte suprema, principalmente na frança; agora passa a ser “fornecedora” de Jazz de Boa Qualidade, tão boa que músicos do calibre de Chet Baker, Miles Davis foram morar na Europa. (recentemente Nina Simone mora na Europa).

De 1990 até os dias atuais Acompanhamos o Renascimento do Cool Jazz e do Jazz de modo geral (em parte graças aos DJ’s europeus, e também com o lançamento da Trilogia “The Rebirth of the Cool Jazz”), dando origem ao Chamado Acid Jazz.


Fontes: Documentário “60 years of Blue Note Records”; Revistas: JAZZTIMES; DOWNBEAT; Bravo.
P.S.: ofereço este texto à minha amiga Mariza; amante de Jazz & Blues.