Introdução: vamos abordar um pouco sobre o inicio do jazz e a era das Big Bands. Boa Leitura.

Se perguntarem a você o que você ouve e você responde Jazz, logo vem a pergunta junto com a cara de interrogação: O que é Jazz? Muitas pessoas já tentaram responder esta pergunta, mas geralmente caem em contradições complicam a resposta pondo restrições dizendo isto é Jazz; Isso Não. Essencialmente Jazz é a música ou o gênero musical que dá ênfase à improvisação e sempre carrega o sentimento de Tristeza (Blues). (N. E: está aí uma bela resposta) Todo o resto (swing, bom relacionamento entre músicos) é opcional. O que Dixieland, BeBop, Fusion e Free Jazz tem em comum são as constantes oportunidades de os músicos constantemente serem Criativos e trazerem novas idéias; este é o maior contraste em relação à musica POP onde músicos freqüentemente tentam reproduzir suas gravações em um show ao vivo. O sentimento de “Blues” separa o Jazz dos outros estilos (tais como o Bluegrass, New Age e Indian Ragas [musicas indígenas]) que também utilizam a improvisação, mas não estão ligadas ao jazz. Jazz pode ser uma Big Band ou um saxofonista fazendo longo solos, pode ser um cantor interpretando uma balada, um guitarrista ou uma banda de funky. Pode até pegar emprestado algumas idéias de outros tipos de musica, mas os músicos que assim o fazem estão livres para levar a musica ao um outro nível de inspiração isto é Jazz.

Como o Jazz começou? Infelizmente esta questão definitivamente conhecida porque a 1ª Gravação ocorreu em 1917 pela Original Dixieland Jazz Band.Pelo menos vinte anos depois do jazz ser tocado. Reza a lenda que o Jazz teve inicio em New Orleans com grupos que tocavam em Marchas e Paradas, durante os anos de 1880 a 1890, e muitos músicos não possuíam formação musical, e depois de repetidas vezes tocando a mesma melodia começaram a improvisar variações da melodia por pura diversão, em 1895 o cornetista Buddy Bolden (1º musico a ser considerado musico de Jazz), formou sua Banda; alguns utilizam esta data (1895) como nascimento do Jazz.Como o conhecemos.

BIG BANDS:

No inicio o Jazz era música para dançar, tocada por Bandas de Swing ou Big Bands. Rapidamente o “elemento” dança se tornou secundário, e a improvisação se tornou elemento chave. Como um gênero, a musica passou a ser dividida em diferentes estilos, do mais rápido acordes do BeBop e a melodia preguiçosa e suave do Cool Jazz, da “Atonalidade” do Free Jazz e o refinado groove do Soul Jazz. Que colocados juntos eram a base no blues, a confiança entre os músicos e a troca constante nas improvisações. Através dos anos e em todos os diferentes estilos, estas são as qualidades que definem o Jazz. Embora Big Bands – signifique um grupo de Jazz que agrega mais de 10 músicos – tendo tocado diferentes estilos dentro da história do jazz, do Bop (Be Bop), o termo Big Band é usado para se referir aos anos 20 até meados de dos anos 40 a era clássica do Swing. Durante aquela época, a maioria dos grupos de jazz eram Big Bands e elas tocavam um estilo de swing que era derivado do jazz de New Orleans.

Count BasieSwing era musica para se dançar, e ainda assim era oferecida aos músicos a chance para improvisação (solos tecnicamente complexos). Desde Swing Big Bands lideradas por: Duke Ellington; Count Basie; Benny Goodman e Tommy Dorsey eram extremamente populares; O termo (Swing) se tornou idêntico aos olhos do público. É injusto chamarmos todas Big Bands de “Swing” – assim como nem todo “Swing” é tocado por Big Bands – Mas os dois estarão para sempre ligados, porque eles foram “Criados” juntos. Além disso, encontramos Big Bands de Diferentes estilos desde Cool Jazz até Jazz-rock, muitas das quais tomam “emprestada” a tradição das Big Bands de Swing.

Dizemos Big Band um grupo de Jazz com 10 ou mais músicos, usualmente pelo menos Três Trompetes, Dois ou mais Trombones, Quatro ou mais Saxofones, e uma “cozinha rítmica” formada por uma combinação de Piano; Guitarra; Baixo; e Bateria. A chamada “musica de Big Band” como um conceito para fans da musica é geralmente identificada como a era do swing, embora existisse muita banda de Jazz voltada para dança (bailes) antes da “era do swing” nos anos 30 e 40, e muitas bandas de Jazz voltadas para Concertos (apresentações um exemplo é o da Banda Jazz Sinfônica aqui no Brasil) depois da “Era do swing”.

Como já foi dito antes existem Big Bands de diferentes “estilos”, que pelo fato de serem “Big Bands” são enquadradas dentro do estilo “Swing” isso acontece muito em lojas de disco, ou por questão de marketing ou pura falta de conhecimento mesmo. Alguns estilos de Big Bands e seus “líderes”: Swing (Duke Ellington e Count Basie); BepBop (Dizzy Gillespsie); Cool (Gerry Mulligan, Shorty Rogers, Gil Evans); Hard Bop (Gerald Wilson); Free Jazz (alguma coisa de Sun Ra, depois de 1950); e Jazz-Rock Fusion (os Grupos de Don Ellis e Maynard Fergunson em 1970). Porém nenhuma delas são “Swing Bands”. (Nota do Jeff: Prometo que vou procurar saber quem ou o que foi SUN RA)

Muitos Ouvintes usam o termo Big Band como uma “expressão”, e não apenas como uma instrumentação. Para eles, as estratégias de arranjos e solos que ali foram desenvolvidos durante os anos 30 servem para distinguir um estilo do outro tanto rítmica e harmonicamente em uma determinada época como, por exemplo, BeBop ou Jazz-Rock.

Uma outra importante consideração é que jornalistas e fans do jazz “feito” nas décadas de 30 e 40 fazem distinções entre bandas que mostram mais qualidade rítmica e solos e improvisações freqüentes, e aquelas que mostram pouco swing e poucas improvisações. Ao primeiro grupo chamamos de “swing bands” ou “hot bands” (ex: os grupos de Duke Ellington e Count Basie) e ao segundo chamamos de “sweet bands” (ex: os grupos de Glenn Miller, Wayne King, Freddy Martin e Guy Lombardo). Embora a era das Big Bands terminou por volta de 1946, desde então houve um grande crescimento de orquestras no Jazz.

Benny GoodmanOs Grupos de Jazz de New Orleans eram improvisados, quando o Jazz começou a se tornar popular na década de 20 e estava crescendo a demanda por bandas de baile, isso foi necessário para que alguns grupos fossem criados, especialmente quando um grupo incluía em sua formação mais de Três ou Quatro naipes de Metais. Embora a Era do Swing começou quando Louis Armstrong se juntou a orquestra de Fletcher Henderson em 1924 e Don Redman começou a escrever arranjos para a banda que mostrou ao mundo as frases relaxantes do trompetista, a “era do swing” estava oficialmente iniciada, isso eram meados de 1935 quando a orquestra de Benny Goodman “pegou”. A maior força da música americana era o Swing até o final da era das Big Bands em 1946. A diferença entre os grupos de Jazz de New Orleans e os Grupos de Dixieland (mesmo em grupos menores) esses são mais simples e repletos de repetições, enquanto o Jazz de New Orleans os solos eram mais sofisticados.

As improvisações individuais ainda estão próximas a melodia, mas devido ao avanço na musicalidade, os solos passaram a ser terrenos de aventuras. Os músicos de Swing que continuaram suas carreiras após o fim da era da Big Band estavam tocando no chamado “Mainstream” Entre os que continuaram tocando estavam os Trompetistas: Louis Armstrong, Bunny Berigan, Harry James e Roy Eldridge; os Trombonistas: Tommy Dorsey e Jack Teagarden; Clarinetistas: Benny Goodman e Art Shaw; Sax Tenor: Coleman Hawkins; Lester Young e Bem Webster; Sax Alto: Johnny Hodges e Benny Carter; Pianistas: Teddy Wilson, Art Tatum, Earl Hines, Count Basie, e Nat King Cole; Guitarrista: Charlie Christian; Bateristas: Gene Krupa e Chick Webb; Vibrafonista: Lionel Hampton; BandLeader: Glenn Miller; Cantores: Billie Holiday, Ella Fitzgerald e Jimmy Rushing.

Até a próxima.


Fontes: Texto adaptado de um ensaio publicado na revista Jazziz de 1989 e traduzido por Jefferson